Se você ainda não conhece, esse é o @charlles.batista, que se apresenta como o “Homem do Vagão”.
Ele fiscaliza os vagões exclusivamente femininos no Rio de Janeiro e defende as mulheres. Sem meias palavras, faz cumprir essa lei, sancionada em 2006.
Eu já fui assediada em ônibus e peruas (que no sul chamamos de lotação) na adolescência e na juventude. Infelizmente não foi só uma nem duas vezes. Foram algumas. É horrível.
Uma delas aconteceu em um Dindinho, um ônibus aberto, sem janelas laterais, que circulava dentro de algumas praias do litoral gaúcho. Moro em São Paulo desde dezembro de 1993 e não sei se eles ainda existem.
Naquele dia, depois de muito terrorismo psicológico e palavras de baixíssimo calão, eu desci longe de casa. O homem desceu também.
Entrei no pátio de uma casa onde um casal estava sentado na varanda da frente, no fim da tarde, e fingi que os conhecia. Comecei a falar, mas as palavras nem faziam sentido. Pelo meu nervosismo, eles entenderam a situação e me levaram até a casa que minha família alugava nos verões.
Depois desse dia, eu percorria grandes distâncias a pé só para não entrar no Dindinho novamente.
Horrível. E inesquecível.
Por um mundo com milhões de Charlles. 🙌
E você, também tem alguma história dessas para contar?