Se somos quem mais tem poder de compra, por que tantas mulheres 50+ não se identificam com as campanhas que divulgam produtos supostamente criados para nós?
Em março, participei de um painel no South Summit, em Porto Alegre, ao lado da @mairapetrini, do @tecnopuc, com quem tive uma conexão instantânea.
O @southsummitbrazil é um evento de tecnologia e inovação que conecta startups, investidores e corporações de todo o mundo. Um espaço de inovação, networking e empreendedorismo.
Estar nesse painel foi uma conquista. Comecei trazendo um dado importante: a cada 21 segundos, uma pessoa faz 50 anos no Brasil.
Mas o que isso realmente quer dizer? Que não dá mais para tratar essa fase como nicho, nem fingir que não existimos.
Eu sinto isso na pele. Na forma como, muitas vezes, ainda tentam nos encaixar em produtos, discursos e imagens que não conversam com quem eu sou hoje.
Quero ser vista como alguém que continua desejando, escolhendo, consumindo e vivendo.
Hoje, vejo que essas mudanças só acontecem quando existe uma troca sincera. Quando pessoas de diferentes idades entendem o propósito e constroem juntas uma visão real, e não utópica, de um produto.
Essa troca entre gerações é rica e fundamental. Saí de lá com isso ecoando.
E você, já sentiu que não estava sendo considerada em alguma escolha, produto ou mensagem? Me conta?