Fernanda Montenegro estampa a capa digital da @voguebrasil, no especial em homenagem ao cinema brasileiro, onde detalha os bastidores do seu novo filme e reflete sobre o envelhecimento na dramaturgia. VIVA!
Aos 96, Fernanda atravessou gerações, estilos de cinema, momentos do país.
E fez isso sempre com aquela presença rara que prende o olhar.
Muita gente lembra imediatamente de Central do Brasil, o filme que a levou ao Oscar e colocou o cinema brasileiro diante do mundo de uma forma histórica.
Mas a trajetória dela vai muito além de um único momento.
São décadas de teatro, televisão e cinema. Quase quarenta filmes.
Uma vida inteira dedicada à arte de interpretar o humano.
Agora ela volta às telas em um registro diferente: a comédia Velhos Bandidos, dirigida pelo filho Cláudio Torres, que estreia dia 26 de março nos cinemas.
E ela diz na entrevista:
“Fazer rir é muito mais difícil do que o drama. A carga de humor já tem de fazer parte de nós. Ou se nasce com ela ou o ator tem de caçá-la. Nem sempre conseguimos encontrá-la”.
Talvez seja por isso que chega aos 96 com essa leveza curiosa diante da vida.
Fernanda também fala sobre sua história na dramaturgia. Sobre como o corpo muda, mas o pensamento muitas vezes continua vivo e curioso.
Às vezes parece existir uma ideia muito equivocada de que envelhecer significa desaparecer, e ela faz exatamente o contrário.
Continua trabalhando, lendo e viajando pelo Brasil com leituras dramáticas de autores como Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir.
Recentemente reuniu 15 mil pessoas no Parque Ibirapuera para ouvir literatura.
Que força tem uma mulher que ainda provoca silêncio e atenção em tanta gente?
Isso é o que mais me emociona nela. Fernanda não representa apenas longevidade, representa permanência.
Uma mulher que nunca saiu de cena, só foi ampliando o palco.
Eu deixo meu VIVA para Fernanda Montenegro.
VIVA A COROA!
E você, quando pensa nela, qual lembrança vem primeiro à sua memória? Me conta?
