Tem uma linha tênue entre querer se manter na sua melhor versão e tentar negar o tempo.
A historiadora, escritora e professora Mary Del Priore, autora de mais de 50 livros, entre eles “Uma História da Velhice no Brasil”, traz um ponto muito interessante: a ideia de que envelhecer bem virou quase uma obrigação.
Como se existisse um jeito certo de envelhecer. E que funcionasse para todo mundo. Um padrão a ser seguido. Mais um padrão.
E eu fico pensando: para quem serve esse padrão? Porque envelhecer “do jeito ideal” custa caro. E não estou falando só de estética. Se manter saudável também exige acesso, tempo, dinheiro e estrutura.
Claro que cada pessoa escolhe seus caminhos. Se cuidar, se exercitar, fazer procedimentos. Seu corpo, suas regras. Tudo o que fizer sentido para você é válido.
Mas talvez o mais importante seja justamente isso: entender o que faz sentido para você hoje e aceitar que isso pode mudar. A vida muda, o corpo muda, o nível de energia muda.
No fim, envelhecer com vitalidade tem mais a ver com liberdade do que com performance.
Eu deixo meu VIVA para quem vai encontrando o próprio jeito no meio disso tudo. E para quem se sente bem vivendo desse jeito.
E você, o que é envelhecer bem para você? Me conta?
Vídeo: gnt e conversacombial