Elas fazem parte da realidade de muitas mulheres.
Para muitas mulheres, viver é um ato de resistência.
Amanhã é o Dia da Mulher, e eu sempre sinto um misto de sentimentos. Existe a vontade de celebrar, mas também existe a realidade.
Porque, antes de qualquer homenagem, precisamos de uma condição básica: estar viva.
No Brasil, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. É o maior número registrado nos últimos dez anos.
Isso significa que mais de quatro mulheres são assassinadas por dia simplesmente por serem mulheres.
E a violência quase nunca começa no momento mais extremo.
Ela aparece primeiro nas frases, na tentativa de controle, no medo que vai sendo instalado aos poucos.
Outros números também ajudam a entender o tamanho do problema.
Uma pesquisa recente do Instituto Cidades Sustentáveis e do Ipsos-Ipec (2026) mostrou que 71% das mulheres já sofreram assédio nas capitais brasileiras. No ambiente de trabalho, 36% relatam ter vivido situações de assédio.
A violência contra a mulher não desaparece com o tempo. Ela muda de forma, mas continua existindo.
Por isso, tantas iniciativas têm surgido para ampliar a conscientização. Porque o silêncio nunca protegeu ninguém.
Esse vídeo foi criado na @escoladau, em Madalena, Ceará, para uma campanha de mulheres da EJAI (Educação de Jovens, Adultos e Idosos) contra a violência de gênero.
Se você vive ou conhece alguém que vive uma situação de violência, procure ajuda. No Brasil, a denúncia pode ser feita pelo número 180, de forma gratuita e confidencial.
Hoje, em vez de um viva, eu deixo um desejo profundo: que nenhuma mulher precise ter medo de existir.
Vem junto?
Vídeo: @fenex_leo