Ouvir mulheres acima de 80 anos falando da própria vida, assim com tanta vida, sempre me atravessa de um jeito diferente.
Elas dizem que a idade é só um número. Não concordo totalmente, mas entendo. Também penso que cada pessoa sente a própria idade de um jeito muito particular.
Quando sinto a passagem dos anos no meu corpo, por exemplo, não consigo dizer que é só um número. O corpo sente, responde, às vezes não responde, muda. E tudo bem. Isso também faz parte da experiência de envelhecer.
O que elas dizem é que, com os anos, vieram conquistas, mas também perdas. E aceitar isso faz parte do caminho.
Me chamou atenção quando uma delas disse que não gosta de dar conselhos. Prefere falar da própria vida, das escolhas que fez, dos erros e dos aprendizados. Até porque cada pessoa precisa viver o próprio percurso, tropeçar, acertar e aprender no próprio tempo.
Talvez seja isso que a maturidade ensina: menos receita pronta e mais escuta. Menos pressa em opinar e mais presença.
Eu acredito muito nisso. Experiência é intransferível e, portanto, não serve para ditar regras, mas serve para ampliar o olhar.
E você, gosta de dar ou de ouvir conselhos? Me conta?
Vídeo: sprouht