A semana começou com uma ótima notícia. Ontem, a FDA — agência regulatória dos EUA, equivalente à ANVISA — anunciou a remoção da tarja preta das embalagens dos hormônios usados no tratamento da menopausa e da perimenopausa.
Mas como essa tarja foi parar lá? Em 2002, o estudo Women’s Health Initiative foi divulgado de forma equivocada e amplamente mal interpretado. Houve uma distorção dos resultados por causa da metodologia usada, o que levou à inclusão do alerta de risco nas embalagens.
Desde então, milhões de mulheres deixaram de receber o tratamento considerado padrão-ouro para os sintomas da menopausa — um erro que o próprio FDA agora reconhece como histórico, com impacto direto na saúde física e mental de uma geração inteira.
Já postei aqui no Viva a ginecologista Dra. Maria da Penha Barbato explicando essa confusão e falando sobre a chamada “janela de oportunidade” — idealmente até cinco anos após a última menstruação — para iniciar a reposição. Mas cada paciente deve ser avaliada individualmente, e o caminho precisa ser traçado em conjunto com o médico.
Claro que quem já teve câncer de mama deve ter ainda mais cautela nessa decisão, com acompanhamento criterioso do oncologista e da ginecologista, caso opte pela reposição.
O Dr. Drauzio Varella também lembra que a falta de reposição pode causar mais malefícios à saúde feminina e aumentar o risco de óbitos por doenças como osteoporose, infarto e AVC. Além disso, há alterações de humor, ressecamento vaginal, queda da libido, distúrbios do sono e perda de massa muscular, que podem gerar cansaço e ganho de peso.
Como ele mesmo diz — meio brincando, meio sério — se a menopausa fosse um tema da saúde masculina, já estaria resolvida.
Um passo enorme nessa direção.
E você, o que achou dessa notícia? Me conta?