Nos preocupamos tanto com o sedentarismo do corpo que, às vezes, esquecemos de olhar para o da mente.
Tenho lido estudos que demonstram que quando a rotina se resume a consumir — séries, filmes, joguinhos, redes, informações prontas — a cabeça vai se acostumando a não precisar elaborar. E, aos poucos, isso afeta mais do que a gente imagina.
Vi isso acontecer com um familiar: uma certa dificuldade em lembrar palavras simples. Mas não parecia esquecimento. Era como se o vocabulário tivesse adormecido.
Nesse caso, havia muito tempo do dia dedicado a séries e filmes, e quase nenhuma interação com outras pessoas. A mente foi ficando mais passiva. As palavras já não vinham no automático — era preciso parar, pensar, buscar.
A pandemia colaborou negativamente, também com isso. O isolamento, que era sinônimo de segurança e saúde, acabou reforçando essa rotina.
Foi só quando a atividade física voltou — quando o corpo voltou a se movimentar mais — que a mente começou a despertar de novo.
A mente também precisa de desafio, de troca e de presença.
Você já percebeu algo assim em alguém próximo (ou em você mesma)? Vamos conversar sobre isso? Me conta? 🧠💬
