Ela nunca foi só uma artista. Sempre foi uma escolha. A escolha de não caber, de provocar e de dizer o que pensa… mesmo quando isso incomoda.
Esse vídeo é da Confessions Tour, de 2006, quando ela recria a coreografia de John Travolta em “Os Embalos de Sábado à Noite” durante a performance de “Inferno”. E essa energia segue viva.
Mas Madonna também me provoca outra reflexão. Uma mulher que passou a vida desafiando padrões parece ter mais dificuldade quando o padrão a ser desafiado é o da própria juventude.
Sua vida, suas regras! E quem sou eu para julgar Madonna? Mas cabe perguntar o que acontece quando uma mulher tão livre e provocadora resiste às marcas do tempo a ponto de nos fazer questionar o nosso próprio envelhecimento?
Talvez essa também seja uma das conversas que Madonna provoca, mesmo sem querer. Madonna nunca negociou quem ela é para ser aceita. Justamente por isso suas contradições também são interessantes.
Recentemente, voltou para a pista de dança com Confessions on a Dancefloor II, continuação do álbum de 2005.
E não tem como esquecer quando fez questão de exaltar o Brasil na final da Copa do Mundo de 2026, aparecendo em seu show do intervalo com Ronaldo e Ronaldinho, dois craques do futebol brasileiro.
Madonna segue com o desejo de contar a própria história. Mesmo depois de um filme não ter ido adiante, insistiu e planeja lançar um projeto audiovisual de qualquer forma.
Madonna nunca negociou quem ela é para ser aceita. E talvez seja justamente por isso que suas contradições também sejam tão interessantes.
E você, o que pensa sobre isso? Dá para celebrar Madonna e, ao mesmo tempo, questionar a relação dela com o envelhecimento? Me conta?
Vídeo: soymanuelbaher