Há temas que não permitem leveza. Pedem atenção, escuta e responsabilidade. O número de feminicídios no Brasil só cresce, e precisamos falar mais sobre isso.
Ouvir a jornalista Ana Paula Araújo falando sobre violência contra a mulher me impactou, especialmente quando ela desmonta uma pergunta que ainda é feita e nunca deveria ser: “Por que ela não saiu?”
Essa cobrança é cruel porque parte de um princípio errado: o de que a vítima precisa se explicar.
Violência não é só física. Também pode ser emocional, psicológica e patrimonial. Pode existir mesmo quando a mulher tem estudo, informação, carreira profissional e independência financeira.
No livro Agressão, fica claro algo que ainda custa a ser aceito: a violência contra a mulher não escolhe classe social, idade ou endereço. E quem agride, na maioria das vezes, não é um monstro distante, mas alguém comum, em geral próximo. Alguém que você provavelmente não diria ser capaz de uma coisa dessas.
Falar sobre isso ajuda outras mulheres a reconhecer sinais, se proteger e agir, no tempo delas.
Se este conteúdo fizer você pensar em alguém, repasse. Você não está sozinha.
Para denunciar, ligue 180.
Vídeo: appaaraujo e tvbrasil