Juliana foi brutalmente agredida com mais de 60 socos dentro de um elevador — uma violência cometida por quem dizia amá-la.
Ela sobreviveu. Mas os números continuam assustadores. No Brasil, cerca de 37,5% das mulheres com 16 anos ou mais sofreram violência física, psicológica ou sexual por parceiro íntimo nos últimos 12 meses — o que equivale a mais de 27 milhões de mulheres em todo o país.
Li que Juliana perdeu a fala e precisou registrar o primeiro boletim de ocorrência por escrito. Nos stories, mostro um vídeo de Juliana com o rosto todo enfaixado, momentos antes de ser levada ao hospital.
O assunto é duro, pesado, mas precisamos falar sobre ele. Porque por trás de cada estatística, existem histórias como a dela — marcadas por dor, medo e, muitas vezes, silêncio.
Ao longo dos séculos, contos de fadas e instituições religiosas reforçaram uma visão moralizante que legitimou o silenciamento e a opressão feminina. A psicanalista Dra. Regina Navarro Lins nos lembra: a violência contra a mulher não é apenas crime — é também herança estrutural de uma cultura patriarcal que trata o feminino como subordinação. Uma carga histórica que ainda ecoa, todos os dias.
Romper esse ciclo exige mais do que indignação individual. É urgente construir escutas institucionais, fortalecer redes de acolhimento e transformar a cultura que normaliza a violência.
Não há nada que uma mulher possa fazer que justifique tamanha brutalidade. Qualquer tentativa de desculpa é inadmissível.
Cada mulher que encontra coragem para denunciar nos dá a chance de repensar padrões — e exigir mudança.
O que você faria ao se deparar com uma situação assim? Me conta?
Vídeo @tvbrasil