E pelo que li na entrevista de Brooke Shields (deslize e confira alguns trechos), apesar de ela se mostrar surpresa com o alto volume de cirurgias plásticas que vê em rostos e corpos, ela distingue e destaca a diferença entre o SER e o PARECER — e não reduz essa distinção ao que se refere à escolhas estéticas.
Brooke é. Ela não parece ser. Essa é a minha impressão. E a sua? Me conta?
Já contei aqui que sou até mais fã de Brooke como pessoa pública do que como atriz. Eu a vejo como uma mulher valente, que está do lado de todas nós.
A atriz apresentou essa mulher em um monólogo, meio stand up comedy, meio musical, no lendário Carly Cafe, em Nova York, com plateia sempre lotada e cheia de famosos.
Eu gostaria de ter ido, é claro. Porque cada vez que a ouço — ou que sei de um projeto dela — fico mais convencida do papel social que ela tem.
No documentário, “Pretty Baby”, ela questiona a normalização da erotização infantil por meio da própria trajetória. Mais de 15 anos atrás quebrou o tabu da depressão pós parto. Seu primeiro livro foi publicado em 1985 e falava sobre a escolha da responsabilidade por seus atos na juventude.
Brooke não está aqui a passeio e nem se deixou sequestrar pela imagem de mulher linda, sexy, embora seja muito linda e sexy.
Eu deixo o meu viva para ela e tudo que é e ponto! E você?
