Em 2018, no tapete do Festival de Cannes, Cate Blanchett subiu as escadarias ao lado de 81 mulheres para lembrar o óbvio: o mundo ainda é dos homens.
De 1946 até aquele ano, apenas 82 diretoras foram nomeadas, contra 1.688 homens. Só 12 mulheres presidiram o júri e apenas duas levaram a Palma de Ouro.
De lá pra cá, alguns avanços: mais três mulheres premiadas, o júri presidido por Greta Gerwig em 2024 e agora por Juliette Binoche em 2025. A presença feminina aumentou — mas ainda é só 18% dos filmes.
No Emmy deste ano, fora as categorias de atuação, nenhuma mulher levou prêmio. E não foi por falta de talento.
Esses números mostram que a desigualdade ainda atravessa o cinema, a TV, a arte e a ciência.
Ver aquelas mulheres lado a lado é mais do que simbólico: é presença, é resistência, é um coro dizendo “estamos aqui — e queremos o nosso espaço.”
Eu deixo meu VIVA para todas as mulheres que abrem caminho para que outras cheguem sem pedir licença.
E você, em que momentos já sentiu que precisava lembrar o mundo do seu lugar? Me conta?
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