Legendei o vídeo em que a Madonna fala sobre como se sente ao estar no Coachella usando várias peças do look de 20 anos atrás, quando se apresentou no festival com “Confessions on a Dance Floor”. E acrescentei no carrossel uma frase que postei em 2024 e que faz muito sentido para mim.
Mas quero saber como ela chega até você. Me conta?
Eu deixo o meu VIVA para quem só quer viver bem, sem dar “banho” em ninguém. ✨
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O que aconteceu no Coachella ontem não foi apenas um encontro pop, foi um gesto político, estético, geracional. Quando Madonna surgiu no palco ao lado de Sabrina Carpenter, não era só uma linha do tempo se dobrando diante do público. Era um manifesto em tempo real.
Madonna voltou ao festival 20 anos depois, criando um arco raro, o mesmo palco, duas décadas de distância e uma artista que se recusa a se tornar passado.
Madonna é, há décadas, uma disputa pública sobre o corpo feminino. Foi criticada por envelhecer “errado”, por continuar sensual, por não desaparecer, por não baixar a cabeça. E é isso que torna esse momento tão forte. Enquanto a indústria ainda tenta empurrar mulheres para fora de cena com o tempo, ela retorna ao maior festival pop do mundo dizendo, na prática, eu ainda estou aqui. E “I Feel Free” não surge por acaso, o título já é uma resposta de liberdade frente ao julgamento, à idade, à expectativa.
Já Sabrina, que ganhou força com “Espresso”, um hino sobre feminilidade como poder e autoconfiança, não está apenas “recebendo a coroa”. Ela constrói uma linguagem própria, onde o feminino é irônico, sexual e estratégico. Dividir o palco com Madonna é como um tratado de continuidade a tudo que Madonna representa também.
Duas mulheres, de gerações radicalmente diferentes, ocupando o mesmo palco sem pedir licença, em um mercado que historicamente descarta mulheres conforme envelhecem. Conectadas, ampliando forças.
Foi lindo! Que a gente não se apague, que a gente se abrace, que a gente ocupe espaço juntas.