Umberto Eco sempre me impressionou.
Ele não escrevia só para contar histórias. Ele escrevia para provocar pensamento.
Autor de “O Nome da Rosa”, “O Pêndulo de Foucault”, “O Cemitério de Praga”, ele atravessou literatura, filosofia, política, religião e comportamento com uma lucidez rara.
Esse vídeo é de 2011.
E, mesmo assim, eu sinto como se tivesse sido gravado ontem.
O amor, do jeito que ele provoca, exige escolha e responsabilidade.
O ódio, não. O ódio acolhe multidões. Une pelo medo e conforta quem não quer pensar.
E eu fico pensando como isso ainda explica tanta coisa.
Quantas vezes é mais fácil se juntar contra alguém do que se comprometer com alguém.
Quantas vezes é mais simples rejeitar do que sustentar um vínculo.
Eco dizia que o humor é uma saída.
Eu acrescento: a consciência também é.
Porque amar dá trabalho.
Mas é o único sentimento que não empobrece quem sente.
Eu gosto de voltar nesses pensadores porque eles não falam só do mundo. Eles falam da gente.
E você, sente que hoje o amor anda mais raro ou mais preguiçoso? Me conta?