Foi o que pensei quando ouvi Melinda falar das amigas que caminham com ela há mais de 30 anos. Pensei em honestidade e irmandade.
Existe um sinal muito claro quando algo sai do lugar. Quando você cogita não contar algo para uma grande amiga, talvez o incômodo não esteja nela. Talvez esteja justamente nessa escolha.
Não por medo de julgamento. Até porque, no fundo, você já sabe o que aquela amiga diria. Mas porque esconder de quem conhece você de verdade quase sempre é uma forma de esconder de si.
Amizade de verdade não é concordar sempre. Nem dizer tudo a qualquer custo. É saber ouvir. É entender que, muitas vezes, a pessoa não está pedindo opinião, só precisa despejar. É saber até onde ela permite que você entre. Afinal, é sobre a vida dela, não a sua. E também é saber guardar o que se escuta.
Esse tipo de vínculo é raro e precioso. Não se tem com todo mundo, mas é fundamental.
E você, tem alguém assim na sua vida? Me conta?
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