E com ele ficou um pedaço enorme da nossa memória afetiva.
Filho de um comerciante e de uma professora, Maneco começou como radialista, ator e diretor até encontrar seu lugar definitivo nas palavras. Palavras que construíram famílias, conflitos, silêncios, amores e dores no Leblon, mas que, na verdade, moravam dentro de muita gente.
Ele criou mulheres que não eram enfeite.
E nos deu as Helenas. Nove delas.
Manoel Carlos escreveu sobre alcoolismo, violência doméstica, abandono de idosos, deficiência e desigualdade. Fez o Brasil falar de doação de medula, de síndrome de Down e de tetraplegia.
Acreditava no poder da novela como ferramenta de mudança. Em 2010, ele disse: “Nunca se viu tanta gente bem realizada, mesmo em cima de uma cadeira de rodas… uma novela no ar durante oito meses, nove meses, você vê muito resultado nisso.”
Escreveu mais de 20 novelas. Mas, mais do que isso, escreveu sentimentos. Foi criticado por retratar um Brasil elitizado. Mas foi amado por transformar o cotidiano em emoção coletiva.
VIVA, Maneco!
E você? Qual novela dele mora na sua memória? Me conta.