Você sabia que, até o fim dos anos 70, era comum encontrar anúncios de emprego que excluíam pessoas com mais de 40 anos?
É o que Roberto Duailibi — um dos fundadores da agência publicitária DPZ — nos conta neste vídeo. Ele relembra uma iniciativa histórica do publicitário Washington Olivetto, que colecionou campanhas de sucesso como “Meu Primeiro Sutiã”, para a Valisère, “Garoto Bombril” e o “Cachorrinho da Cofap”.
Inspirado pela dificuldade do próprio pai em conseguir trabalho depois dos 40, Washington criou uma campanha que pressionou os jornais a não aceitarem esse tipo de discriminação nos classificados. Fez da dor pessoal uma bandeira de mudança.
Naquela época, ninguém usava a palavra “etarismo” no Brasil. Embora o termo exista desde 1969, criado pelo médico americano Robert N. Butler, seu uso só se popularizou por aqui mais recentemente, com o avanço dos debates sobre longevidade e direitos da pessoa idosa. A prática, no entanto, já estava enraizada na nossa cultura.
Essa ação foi um marco — e uma prova de que a propaganda também pode ser força social e instrumento de justiça.
Eu deixo meu VIVA para essa conquista. Vem junto?
Via @roberto.duailibi