VIVA, Laura Cardoso!
Laura atravessou todas as fases da nossa teledramaturgia. Começou no rádio, enfrentou o preconceito com a profissão, pediu um papel e conquistou seu espaço.
De lá para cá, são mais de sete décadas de personagens que marcaram gerações: de Mulheres de Areia e Pai Herói, passando por Terra Nostra, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, O Outro Lado do Paraíso e, mais recentemente, Todas as Flores. Isso sem falar no cinema e no teatro, onde também brilhou.
Ela já foi dubladora — lembra da Betty, dos Flintstones? — recebeu o prêmio Oscarito em Gramado, entrou para a calçada da fama e segue colecionando reconhecimento. No ano passado, ganhou um tributo emocionante, disponível no Globoplay, que celebra a força e a grandeza de sua trajetória.
Mas o que mais impressiona é a forma como vive: livre, lúcida, cheia de vitalidade.
Aos 98, ela continua sendo um lembrete de que idade não é limite para amar, criar, provocar. Um exemplo de autenticidade, ousadia e amor pela arte.
Meu VIVA para Laura Cardoso, que transformou cada personagem em memória afetiva de um país inteiro.
E você? Qual papel dela ficou para sempre na sua memória? Me conta?